04.04.05
(Antes de mais, queria deixar um enquadramento. Não sou católico, nem ortodoxo, nem muçulmano, nem nada dessas coisas. Acredito que até deva haver alguma coisa, alguém, seja o que ou quem for, lá em cima. Não sou é crente em Deus. Isso então, desculpem mas não sou, já me deixei disso. No entanto, isso não é assunto para agora. Não quero entrar em querelas religiosas com ninguém, e aliás, esse nem é o motivo deste post. Estas linhas devem-se apenas a "justificar-me" por alguma incorrecção que eu possa fazer. E agora, sem mais delongas, passemos ao que interessa...)

Os duros também caem. Essa é uma máxima, já muito batida, mas que nunca falha. E João Paulo II foi um duro. Não um duro na verdadeira acepção da palavra: afinal de contas, Karol Wojtyla não era um daqueles seres de mais de dois metros, ombros mais largos que uma baliza de futebol e que endireitam uma cara com um dedo. Nunca na vida! Ele foi um duro porque não teve medo de dizer: "Nós errámos". Ele foi um duro porque lutou contra a morte duas vezes, apenas perdendo a última batalha porque, infelizmente, ninguém é eterno e todos temos de partir um dia. Ele foi um duro porque teve a coragem de visitar o homem que o tentou matar, e de o perdoar, quando talvez o homem comum nunca mais o quisesse ver, ou ainda, desejasse a sua morte, de preferência o mais dolorosa possível. Ele foi um duro porque resistiu o mais possível à doença que o minava por dentro, recusando abandonar a cadeira de S. Pedro e os milhões de fãs que o adoravam.
Confesso que sempre senti um enorme respeito por este homem, de coração maior que o mundo, vindo dum país de leste, e que, da minha opinião pessoal, não terá sucessor à altura durante os próximos séculos. Ainda me parece algo inverosímil saber que o papa dos últimos 26 anos, o papa em funções desde que nasci, já não está entre nós. Mas enfim, a vida continua...
Gostava de dizer mais sobre este Homem, mas acho que as palavras não lhe fazem muita justiça. Gostava, apenas, de citar a manchete d'A Capital de hoje, porque é precisamente a minha ideia a seu respeito: "Se o Paraíso existe, Karol acaba de entrar."

Boa viagem.
disfunção original de Rodolfo Dias às 16:00
 O que é?

A força do amor que irradia e transforma o mundo à sua volta, forma o seu maior testemunho, válido para qualquer crença e fé...é essa o seu maior feito. Ter sido universal, no amor e no sofrimento e tão cedo não será esquecido. Ele agora já não sofre, e o seu amor continuará a ser espalhado...
Morgana a 7 de Abril de 2005 às 00:05

Este homem foi um grande humano para humanidade! Que seja um exemplo para todos nós.
Mafalda Freire a 5 de Abril de 2005 às 22:07

Concordo plenamente contigo.O mundo perdeu um grande homem.
S. a 5 de Abril de 2005 às 18:58

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Este web-log não adopta a real ponta de um chavelho. Basicamente, aqui não se lê nada de jeito. É circular, c...!
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