09.03.08
Ontem fui até à Casa do Alentejo em Lisboa.
Lá fui conviver (e participar, também... mas isso fica para outro dia) com o pessoal lá da minha zona que faz parte dum espectáculo intitulado "A Serra Vai à Vila" (ou "à Cidade", dependendo do local onde se for), organizado pelo meu bom amigo Sr. Antero Silva. Uma actuação para uma sala, na sua esmagadora maioria, composta por mulheres (Dia Internacional, e coisa e tal...). Antes disso, um almoço nada mau (quer dizer, não é que caldeirada de safio seja mau, mas se tivessem feito uns grãos com bacalhau se calhar a malta apreciava mais... mas convém que se diga que o repasto não era só para os artistas, era também para as senhoras que estavam presentes e que iam ser o auditório), e, depois do repasto, uma idazinha à Ginginha para meia-dúzia de colegas da serra... já se sabe: é da praxe. Ainda deu para se ir dar um olhinho à manifestação de professores que passava, ali não muito longe de nós.
O programa foi bom, os artistas estiveram bem, o som no palco não seria essa grande espingarda, mas o prestígio da malta da serra de São Martinho saiu imaculado de mais esta prova (gostava de colocar provas audiovisuais do que estou a afirmar, mas o meu material de recolha ficou em casa. Eu sou assim).
Agora vem a parte gira. Depois da actuação principal (sim, porque depois, quem quisesse ir actuar para o palco podia ir à vontade, tocar acordeão, harmónica, o que fosse), estava previsto um lanchinho noutra sala, por detrás do palco, para as pessoas irem petiscando. Ora bem...
É nestas alturas em que os Criacionistas perdem toda a razão. Eu e a minha malta já estavamos naquela sala (ou salão, acho que é mais adequado) a fazer aquilo que eu gosto de chamar o "bota-fora" - a discutir o que correu bem e o que correu mal -, mas quando se disse ao auditório que estava na sala ao lado uma mesa com uns rissolinhos, uma suminhos, um queijinho, , e outras coisas tais... caiu lá tudo que nem abutres a limpar um cadáver. E aos encontrões. E aos palavrões. Como se não vissem comida há meses. Como se precisassem daqueles acepipes para sobreviver. Cada um mandou a sua dignidade e a sua humanidade às urtigas e retrocedeu aos seus instintos mais primários.
Quando o festim acabou, eu e a minha malta, que estavamos apreciando aquilo como se fôssemos o Sir David Attenborough, decidimos "bater em retirada", e acabámos por ir beber imperiais e "tulipas" à Gambrinus (outra visita da praxe)... e acabámos a tarde a esmagar uma orelhinha de porco no bar da Casa do Alentejo.
E assim se passou um dia da Mulher. A ver mulheres (principalmente, porque também havia lá homens) transformarem-se em criaturas pré-evolução. Enfim.
Somos todos humanos.
disfunção original de Rodolfo Dias às 12:00
 O que é?

Já me ri a imaginar a cena!! Também já vi senhoras com a mania que são finas perderem a compostura com uma chamuça ou uma quiche de espinafres. LOL
Cumprimentos
daplanicie a 11 de Março de 2008 às 19:32

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Este web-log não adopta a real ponta de um chavelho. Basicamente, aqui não se lê nada de jeito. É circular, c...!
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