19.07.07
Hoje, dei mais um passo em relação a uma curta esperança de vida.
"-E que foi isso, meu palerma?"
Fui a uma aula de código.
...isto, assim dito, não tem nada de especial, mas se reformularmos, talvez a coisa saia melhor.

Fui a uma aula do Código da Estrada.
Pronto, já está melhor.
Mas não se preocupem, não estou a tirar a carta. Pelo menos enquanto não passarem as duas semanas que demora o meu atestado médico a ficar pronto... de qualquer maneira, hoje lá estive, a ouvir o que se pode dizer numa aula sobre marcas rodoviárias.
É óbvio que não me vou meter aqui a desbobinar o que a mulher esteve a dizer durante uma hora, que não estou aqui para dar lições a ninguém; mas, enquanto ela andava a falar, pus a mim mesmo umas questões a que não consegui responder: porque raio é preciso saber os nomes completos e oficiais de cada um dos elementos da via? Por exemplo: porque preciso eu de saber que as "zebras" se denominam oficialmente de "raias oblíquas"? E que o duplo traço contínuo, afinal, se chama "dupla linha contínua adjacente"? Será que, se um dia me der para a parvoíce, como a tanta gente por esse mundo fora, e desatar a andar por cima dos ditos, se me aparecer a polícia e eu lhes disser que andei por cima de "duplas linhas contínuas adjacentes" eles não me irão multar?
E... para que quero eu saber quais são as velocidades máximas a que pode andar uma trotinete, ou um triciclo, ou um camião? Eu quero andar num carrito pequeno, caneco! Num ligeiro! É para isso que eu quero a carta, não é para ser motorista da Rodoviária! Ou é para ajudar os agentes da autoridade: "-Shor polícia, shor polícia, aquele camião vai em excesso de velocidade!" ? É que, sem ser para isso... e desde já aviso que não sou chibo!
E outra coisa que me apoquenta em relação ao Código, se bem que isto é um bocado mais difuso: qual é, verdadeiramente, a utilidade de se saber quais são as contra-ordenações leves, graves e muito graves? Para simplificar a vida dos mesmos guardas, quando nos mandam encostar após termos metido uma argolada?
"-Bom, shor guarda, foram duas contra-ordenações graves e... uma leve, acho eu. Pode anotar."
Seja lá pelo que for, eu acho que, no final de contas, pode-se dar os casos da coisa resvalar para o ridículo, e, após a malta se enfrascar, decide cometer logo uma contra-ordenação grave1 - enfiar-se no carro e ir conduzir - e depois dizer, alto e bom som: "-Hoje vou cometer todas as contra-ordenações graves que existem!".
Um bocadito parvo, não é? Pois, também me pareceu. Mas digam lá que não é possível isto acontecer, com a malta que já se atolou bem?

Boas contra-ordenações,
NvH²³ - Tinha-me esquecido da notação...




1- Sim, eu sei que, dependendo da quantidade de álcool no sangue, pode ser grave, muito grave, ou mesmo crime... mas isto era só um exemplo, camandro!
disfunção original de Rodolfo Dias às 03:10
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