27.05.07
Ontem desafiaram-me para ver os fogos de artifício que assinalam o início da contagem decrescente para o Rock In Rio 2008. E eu disse que sim sem hesitar.
Burrice.
Quando dei por mim, estava metido numa Almada entupida duma ponta à outra, onde os carros não se mexiam de maneira nenhuma, todos em direcção a sítios onde a malta pudesse espreitar o fogo de artifício.
Bom, chamem-me burro, mas... que raio de fenómeno é esse que faz as pessoas saírem de suas casas para irem ver coisas a rebentarem? Será que nós, seres humanos, temos prazer em ver projécteis a voarem para o ar e rebentarem numa miríade de cores? Por essa ordem de ideias, quando nos atirarem uma bomba nuclear nós vamos todos feitos parvos ver onde ela vai cair, para não perdermos o magnífico cogumelo que ela provoca, não? Não percebo... ainda por cima tendo em conta que o espectáculo de ontem teve direito a transmissão televisiva e radiofónica (!!!), para quê tanto jumento a enfiar-se por esa Almada dentro (e presumo que por Lisboa também... mas com a capital do império tenho eu pouco a ver... já estou quase como os Super Dragões) e entupir as vias nevrálgicas da cidade... por causa de umas coisinhas que fazem "pum" e rebentam em menos nada?
E... outra coisa. Normalmente, os epectáculos de pirotecnia acontecem quando há um evento mais ou menos importante. Os festejos do 25 de Abril, as passagens de ano, a vitória do campeonato do Benfas (mais não seja por a malta ter andado onze anos à míngua), a abertura da Festa do Avante (mas esses são um pouco à imagem do partido: fazem muito barulho mas nem são bonitos nem a malta vê nada)... agora pelo início da contagem para o Rock In Rio 2008? C'um caneco, a malta não tinha maneiras mais úteis para gastar meia dúzia de milhões de euros (podiam sempre apostar nuns óculos para o Mário Lino, ou uma operação às cataratas, queo dito senhor deve de as ter às toneladas...até parece a minha caspa)? Mas não, disseram eles, e decidiram estourar (literalmente!) com uma bela maquia porque, e acredito que os nossos manda-chuvas pensaram nisto, "os fogos de artifício dão alegria à população, até se esquecem dos impostos, e dos salários!" E vai daí, pirotecnia. E cascatas. E rosinhas.
Mas, vendo agora a coisa por outro prisma, tendo em conta o recente estatuto da Margem Sul (de dormitório da capital, foi "promovido" a deserto), será que o recente espalhafato na ponte foi só um ensaio para o que há-de acontecer daqui a uns meses, quando quiserem cortar a ligação com o dito "deserto" para impedirem a movimentação das areias para o norte?



Ah, já quase me esquecia! Se vi os fogos? Pois, nem por isso... fiquei entalado no meio de Almada Velha, e o melhor que consegui foi ver um clarão. Quem diria que o deserto tinha tantos prédios, hein?

Bons foguetes,
NvH - No deserto hoje choveu... será milagre?
disfunção original de Rodolfo Dias às 22:58
 O que é?

é tão facil dizer mal, meu perfeito anormal. Faz-te útil e talvez te sintas melhorzinho.
Disfuncional a 25 de Julho de 2007 às 14:15

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Este web-log não adopta a real ponta de um chavelho. Basicamente, aqui não se lê nada de jeito. É circular, c...!
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