01.03.07
Não bastava hoje fazer um ano que um amigo meu morreu, tinha de receber mais uma notícia triste: o Manuel Bento, um dos meus ídolos de infância, o homem de borracha, morreu.
Homem de grande carácter, começou aos 15 anos no Riachense a dar os primeiros passos que o levariam tornar-se um dos melhores guarda-redes nacionais de sempre, transitando um ano depois para o Goleganense, clube da sua terra, quando estes abriram uma equipa juvenil. Foi sondado pelo Sporting, mas não ficou, por os "leões" pretenderem os seus serviços sem quererem dar um centavo ao Goleganense. Acabaria por ingressar no Barreirense, com 18 anos, e impressionaria tudo e todos num jogo com o Sporting, em que defendeu tudo o que havia a defender, dando já uma ajudinha ao Benfica para ganhar o campeonato. Seria chamado à festa de homenagem de Mário Coluna, calhando-lhe substituir outro "monstro" das balizas: Lev Yashin, a Aranha Negra, impossibilitado de se deslocar a Portugal. Voltou a impressionar, e em Agosto de 1971, ingressou no Benfica.
Quase quinhentos jogos depois, o adeus aos relvados, com a bela idade de 42 anos, depois de oito campeonatos, seis Taças de Portugal e duas Supertaças. Representou a selecção principal por 63 vezes, com destaque para o Europeu-'84 e o Mundial-'86, evento que lhe assombrou o final da carreira, pois numa brincadeira num treino, antes do jogo com a Polónia, Bento partiu a perna, e esta viria a atormentá-lo até ao fim da carreira. Esteve 1290 minutos sem saber o que era sofrer um golo, e, frente à Escócia, em Glasgow, fez uma tal exibição que os jornalistas lhe deram alcunha: rubberman, o homem de borracha.
Após pendurar as luvas, treinou. Esteve muitos anos ligado aos quadros técnicos do Benfica (e estava ainda, como treinador de guarda-redes dos júniores dos encarnados), e ontem, na gala dos 103 anos do Benfica, marcou presença, dando a entender que estava tudo bem com ele. Rui, conversou, confraternizou com antigos companheiros de equipa. Os mesmos companheiros que ficaram consternados com a notícia do seu falecimento, aos 58 anos.
Bento marcou uma geração nas balizas portuguesas. Muitos petizes, quando eram questionados sobre o que gostariam de ser quando fossem grandes, haveriam certamente de dizer "quero ser como o Bento". Depois de Damas, partiu o último grande guarda-redes das décadas de 70-80. Certamente estarão agora juntos.

Que descanse em paz.


disfunção original de Rodolfo Dias às 19:37
 O que é?

Humm.. como ele não me diz nada.. lamento muito pela sua perda..

Faz um ano que o nosso amigo Nuno se foi e ao olhar para a foto dele.. ainda me entristece, pois ainda não acredito que ele tenha partido..
confissoesdeumasurda a 3 de Março de 2007 às 10:57

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Este web-log não adopta a real ponta de um chavelho. Basicamente, aqui não se lê nada de jeito. É circular, c...!
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